Esta pieza de archivo es una carta abierta emitida por la Comisión en Defensa de la Universidad Estadual de Maringá. El documento se dirige a los ciudadanos de Paraná, especialmente a los de Maringá y la región, para expresar el compromiso de la comisión con la institución. Fue constituida en una reunión el 17 de abril de 2017, buscando garantizar el futuro de la universidad.
La inclusión de este texto en el archivo destaca su valor como testimonio de la movilización social en defensa de la educación superior pública. Refleja un período de inquietud sobre la sostenibilidad de las universidades estatales y los efectos de políticas presupuestarias. Su presencia subraya la importancia del diálogo entre la sociedad civil y las autoridades en la gestión de instituciones educativas.
Prezados cidadãos e cidadãs do Paraná, em especial de Maringá e Região, nós, da COMISSÃO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ, constituída em reunião realizada em 17 de abril de 2017, preocupados com o destino da NOSSA UEM, Patrimônio Público do Povo do Paraná, externamos nosso compromisso em defesa desta instituição de ensino superior. A proposta é garantir o futuro da UEM, a formação de pessoas, o desenvolvimento de pesquisas e a oferta de serviços à sociedade, com alto padrão de qualidade, pautados no espírito público.
Nos últimos anos, as universidades públicas do Paraná têm sofrido com a não reposição do quadro de professores e agentes universitários e com os cortes orçamentários para as despesas de custeio.
Essas medidas vêm prejudicando as atividades na UEM, comprometendo a formação acadêmica e colocando em risco a excelência do ensino, pesquisa e extensão alcançados ao longo de quase 50 anos de história.
Os maiores danos são sentidos pelos cursos criados a partir de 2010, muitos dos quais não contam com professores efetivos em seus quadros. Outro agravante é a falta de infraestrutura. Hoje, a Universidade convive com a triste realidade de obras inacabadas. São 36 construções paralisadas, das quais 15 de grande porte, sem os recursos financeiros necessários para a conclusão.
Com 69 cursos de graduação, 52 de mestrado, 26 de doutorado, 60 de especialização, 450 projetos extensão e 920 projetos de pesquisa, a UEM é reconhecida como uma das melhores universidades do Brasil. Porém, a continuidade da política de cortes certamente se refletirá na qualidade dos serviços prestados, na formação de alunos e na produção de pesquisas, significando a rápida degradação deste importante Patrimônio Público do interior do Paraná, comprometendo o futuro da UEM, uma das melhores universidades do Brasil e América Latina em todas as áreas do conhecimento.
A UEM foi criada a partir da vontade da comunidade maringaense e da região, que soube firmar coalizões externas e atuar para que o governo da época assinasse o projeto de lei de criação da Universidade. Como teria sido o desenvolvimento regional sem a presença da UEM? Deixaremos que esse exitoso projeto seja comprometido? Por isso, nós da COMISSÃO EM DEFESA DA UEM somos contrários à continuidade dos cortes orçamentários, à falta de reposição de agentes universitários e professores efetivos, em regime de dedicação exclusiva. Nosso objetivo é unir esforços e, de forma organizada ampliar o canal de comunicação com o Governo do Estado, dialogando em prol da Universidade e garantindo que esse Patrimônio Público continue se desenvolvendo conforme idealizado.
Considerando que o sucateamento é um problema que atinge as demais universidades estaduais, convidamos toda a sociedade paranaense a se unir na ação em defesa das Instituições Públicas de Ensino Superior, Patrimônio Público do Interior do Paraná.
Assinam este documento:
- Ulisses Maia – Prefeito de Maringá.
- D. Anuar Battisti – Arcebispo da Arquidiocese de Maringá.
- Pr. Noel Cruz – Presidente da Ordem dos Pastores de Maringá.
- Carlos Mariucci – Câmara Municipal de Maringá
- Sidney Teles – Câmara Municipal de Maringá.
- Ana Cláudia Bandeira – Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Maringá).
- Mohamad Ali Awada – Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim).
- Ilson da Silva Rezende – Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem).
- Carlos Alexandre Ferraz – Sindicado da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest).
- Álvaro Pereira da Silva – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-Nor).
- Walter Fernandez – Sindicato dos Empregados no Comércio de Maringá Sincomar).
- Aline Stocco – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindmetal).
- Dirceu Gambini – Convention Visitors Bureau de Maringá.
- Edmilson A. Silva – Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem).
- Nelson Garcia – Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar).
- Sidinei Silvério da Silva – Associação dos Funcionários da UEM
- Elaine Rosely Lepri- Associação dos Docentes da UEM (Aduem).
- Leonardo Fagundes – Diretório Central dos Estudantes (DCE).
- Virgílio Marchesini – Movimento Brasil Livre.
- Marcos Roberto Silva – Centro Acadêmicos de Engenharia Elétrica
Contexto de la carta abierta
En el ámbito de la educación superior, diversos países latinoamericanos han enfrentado desafíos relacionados con la financiación y la gestión de sus universidades públicas. Estas situaciones a menudo implican la necesidad de equilibrar los recursos disponibles con las demandas de infraestructura, personal docente y administrativo. La sostenibilidad de los proyectos académicos se ve influenciada por estas dinámicas.
La afectación de los presupuestos universitarios puede repercutir en la capacidad de las instituciones para mantener la calidad de sus programas de enseñanza, investigación y extensión. La falta de inversión en recursos humanos y materiales tiende a generar preocupaciones sobre el desarrollo académico. La búsqueda de soluciones ha impulsado el involucramiento de diversos actores sociales y comunitarios.
Preguntas frecuentes
¿Qué tipo de documento es este?
Se trata de una carta abierta, un documento público emitido por una comisión en defensa de la Universidad Estadual de Maringá. Su propósito es comunicar preocupaciones y un llamado a la acción a los ciudadanos de Paraná. Fue redactada para expresar el compromiso con la institución.
¿Cuál es el tema principal de la carta?
El tema principal de la carta es la defensa de la Universidad Estadual de Maringá frente a las consecuencias de recortes presupuestarios y la falta de reposición de personal. El documento destaca cómo estas medidas afectan la calidad del enseñanza, la investigación, la extensión y la infraestructura de la institución.
¿A quién se dirigía originalmente la carta?
La carta se dirigía a los ciudadanos y ciudadanas del estado de Paraná, con un énfasis particular en la población de Maringá y su región. Buscaba movilizar a la sociedad para unir esfuerzos en la defensa de la Universidad Estadual de Maringá como patrimonio público.
¿Por qué este documento sigue siendo consultado en un archivo de psicología latinoamericana?
Este documento es consultado por su relevancia en el estudio de la movilización social y la defensa de la educación pública en América Latina. Refleja dinámicas de participación ciudadana y las preocupaciones sobre la sostenibilidad de las instituciones académicas. Su contenido ofrece una perspectiva sobre la interacción entre la sociedad y las políticas educativas.